emigrar também é morrer

“Emigrar também é morrer. Espanta como as coisas mudam quando se está fora, mesmo que apenas de agosto a agosto. São pormenores cruciais, às vezes, insignificantes. As mudanças no trânsito, no preço das cebolas. As obras no prédio. A morte do tio. Os primeiros passos da filha. A doença do pai. As famílias brindam aos ausentes, de que se vão esquecendo.”


“Mudar de país é parecido com perder os pais e ter de encontrar uma forma de ser filho que desafia a memória: esquecer tudo aquilo que amamos — para não esquecer nada.”

(Djaimilia Pereira de Almeida na sua coluna na Quatro cinco um)

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