emigrar também é morrer

“Emigrar também é morrer. Espanta como as coisas mudam quando se está fora, mesmo que apenas de agosto a agosto. São pormenores cruciais, às vezes, insignificantes. As mudanças no trânsito, no preço das cebolas. As obras no prédio. A morte do tio. Os primeiros passos da filha. A doença do pai. As famílias brindam aos ausentes, de que se vão esquecendo.”


“Mudar de país é parecido com perder os pais e ter de encontrar uma forma de ser filho que desafia a memória: esquecer tudo aquilo que amamos — para não esquecer nada.”

(Djaimilia Pereira de Almeida na sua coluna na Quatro cinco um)

2 respostas a “emigrar também é morrer”

  1. Avatar de Alê Araújo
    Alê Araújo

    “As famílias brindam aos ausentes, de que se vão esquecendo.” Enquanto ainda estava em Ams escrevi algo parecido, mas em inglês. E agora que voltei pra Brasília, tem uns amigos que se comportam como se eu ainda estivesse lá. Dá a sensação de que algumas amizades estão à beira da morte.

    1. Avatar de Maíra Mello
      Maíra Mello

      Perdi muitos amigos desde que saí do Brasil e penso que voltar praí vai ser como começar uma nova vida no país que nasci.

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