Esse ano comecei a fazer aulas particulares de coreano e, em junho, tive a oportunidade de passar uma semana na Coreia do Sul. As pessoas costumam me perguntar por que me interesso tanto pela Coreia se eu não ouço k-pop nem vejo k-dramas. Digo que tudo começou com a literatura coreana.
Hoje soube da notícia de que a autora sul-coreana Han Kang venceu o Prêmio Nobel de Literatura de 2024. Tenho um carinho especial pela obra da autora porque ela me introduziu à literatura desse país com o livro A vegetariana (채식주의자). Desde então, sou fascinada pela escrita brutal das mulheres sul-coreanas, que muitas vezes combina críticas sociais com traumas intergeracionais.

Alguns meses atrás, escrevi uma pequena resenha sobre outro livro da autora, Greek Lessons (희랍어 시간), que li esse ano.
Também esse ano, li Pachinko de Min Jin Lee para o meu clube do livro e pude conhecer mais da história das Coreias e das atrocidades sofridas pelo povo coreano com a ocupação japonesa.
Com a vitória de Han Kang, espero que mais livros dela e de outras autoras coreanas sejam traduzidos para o português e outras línguas.


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