tudo que imaginamos como luz

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Ressisti recentemente ao filme Tudo que imaginamos como luz da realizadora indiana Payal Kapadia para o meu cineclube.

O filme acompanha três mulheres de diferentes gerações que ganham a vida em Mumbai.

São mulheres que cuidam de outras pessoas – Prabha e Anu são enfermeiras e dividem um apartamento, e Parvaty trabalha como cozinheira no mesmo hospital que elas – e cuidam umas das outras porque só têm umas às outras.

As cenas externas mostram uma Mumbai noturna movimentada e sempre chuvosa, sendo acompanhadas da narração de pessoas que foram morar na cidade em busca de uma vida melhor. Uma dessas falas dá o tom ao filme quando diz que Mumbai é a cidade das ilusões e que é preciso viver a ilusão, senão você enlouquece.

Prabha, Anu e Parvaty vivem as suas ilusões para não deixar a vida as engolir.

Trechos preferidos

“Moro aqui há 23 anos, mas tenho medo de chamá-la de lar. Sempre tenho a sensação de que terei que ir embora.”

“Toda família na aldeia tem pelo menos uma pessoa em Mumbai. Em Mumbai, há trabalho e dinheiro. Por que alguém iria querer voltar?”

“Meu coração estava perdido. Mas a cidade ajuda você a esquecer essas coisas.”

“Não percebi quanto tempo havia passado. A cidade tira seu tempo. Assim é a vida. É melhor você se acostumar com a impermanência.”

“Sem um pedaço de papel, parece que você não existe.”

“Há uma regra implícita nesta cidade: mesmo se você mora na sarjeta, você não pode achar ruim. As pessoas chamam isso de ‘Espírito de Mumbai’.”

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